A popularidade da presidenta


Versus as táticas do proibicionismo mercantilista estrangeiro…

“Ambos” os partidos que dominam os EUA são quase idênticos aos populistas que imperavam na Europa em 1939: o socialismo internacional burocrático e o socialismo nacional cristão. São idênticos exceto na questão religiosa. Para os “democratas” Deus é uma kleptocracia de burocratas coletivistas em carne e osso. Já para os “republicanos” o Nosso Senhor é uma espécie de fantasma invisível com poderes mágicos. Nos dois casos o culto ao altruísmo e compromisso com a mão armada dos soldados e meganhas perde apenas para a mão no erário na sua hierarquia de valores éticos.
Os republicanos naturalmente são mais chegados à versão proibicionista exemplificada pela Santíssima Inquisição, e baixam a tortura do Exorcismo nos colombianos, venezuelanos, ecuadorianos, brasileiros e bolivianos para pelo menos “salvar-lhes as almas” como uma espécie de benfazejo póstumo. Seus aliados políticos — marechais nas juntas e tenentes nos esquadrões da morte — são “our son-of-a-bitches” e acabou a conversa. A figura do Tinhoso no ideário deles é um cigarro de cânhamo ou um descongestionante natural. Os comunas interpretam isso corretamente como desvario sintomático da mais bruta superstição obscurantista, e não perdem tempo em rotular essa seita concorrente de “liberalismo”. Afinal, o seu profeta Marx descrevia as mais beligerantes monarquias do mercantilismo escravagista como “capitalismo”, adjetivo que persiste na fala dos energúmenos e mentecaptos da mídia popular.

Vale lembrar é que foi esse fascismo supersticioso que defende a coação proibicionista que transformou Franklin Roosevelt em presidente vitalício. Foi ele, afinal, que prometeu legalizar a cerveja e cumpriu a promessa. Mas essa foi a segunda tentativa. Quando Al Smith tentou revogar a proibição em 1928, o Ku-Klux-Klã e o Terror Branco metodista caíram de pau em cima da popularidade do candidato liberal e o fisco federal deu batidas nos seus eleitores, confiscando-lhes as contas bancárias.
O mesmo ocorreu agora com a Dilma. Apesar de ser um bando esmolambado de saqueadores asumidos, o PT tirou a economia do buraco em que Sarney, Collor e os Bush o haviam enfiado. Quem esperava um colapso socialista ficou atônito ao ver saldada a dívida escravizante com os abutres do FMI. Também sobrava coletivismo, regulamentos idiotas e parasitismo — como na Europa, nos EUA, e nos governos pemedebistas e petecista. Mas quem diria que esses saqueadores “de esquerda” (do socialismo patético da Revolução dos Bichos) seriam menos incompetentes do que os saqueadores “de direita” (do fanatismo místico mascarado de liberalismo). Essas duas alternativas foram pesadas pelos eleitores forçados a escolher. Os eleitores parecem ter optado pela sinceridade altruísta, rejeitando os polichinelos do proibicionismo gringo. (Não há como ter certeza pois o cidadão nem tem como conferir a contagem do seu próprio voto.)

Só agora, depois de Snowden revelar que os arapongas da espionagem americana grampeiam os telefones dos políticos e figurões, e a dona Dilma dar uma bronca federal nos espiões do governo gringo, as informações colhidas começaram a vazar. Sonegadores operadores de helipópteros e quadrilheiros dos monopólios-por-licitação começarem a dançar na mão dos cobradores de impostos e seus procuradores. Merecido, sim, mas inquietante por lembrar muito o que presenciamos em 1964:

Há duas diferenças importantes entre o mundo de hoje e a conjuntura de 1964:

1) a ditadura comunista soviética ruiu, e

2) surgiram partidos libertários nos países semilivres.

Em vez de subsidiar e forçar o cidadão a prestigiar 32 partidos comunistas, fascistas e proibicionistas, bastariam meia-dúzia de partidos sem subsídio nenhum, desde que uma delas defendesse os direitos da pessoa humana nos termos do programa libertário.

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