Reading a contract

One of the judges I worked for regularly during the Great Purge following the attacks on the Pentagon and civilian skyscrapers suggested I work for an additional company. She was referring to these bloated and top-heavy organizations governments are comfortable with exempting from competitive bidding. Court interpreters tend to focus extra attention on recommendations made by judges, so I contacted the company and received a dreary stack of forms to fill out.

Because life expectancies are limited,  it pays to read over the material before reaching for a pencil and filling in blanks. The main contract contained sentences with no object, others with no verb, and similar scars of the sort that result from inept editing. Repairing these contracts is a waste of time. This I knew from having spent dozens of hours on the thankless task over the course of several years. So I informed the employee that the contract was defective, with problems on page such-and-such, and to contact me again after corrections were made.

The reaction was the sort of gasp you’d expect were you to tell a mother to put her baby in the oven and turn on the gas. But it is the same everywhere. The people who seek these corporate timecard jobs do not think like free-range independent contractors who live by their wits or starve. I would bet money the problem was never reported back up the pecking order, and that hundreds of eager and starry-eyed young linguists hurriedly signed the mess without a why or a wherefore. When the judge eventually asked me about the company I reported that their contract was a garbled mess. She smiled, and that was the end of the matter.

With no surprise, and some schadenfreude, I notice the same company is suddenly getting a lot of free publicity. The  Department of Labor is forcing them to pay hundreds of employees and thousands of interpreters close to a million and a half dollars for letting themselves get screwed by blindly signing defective agreements.  The Home Office in what used to be England is also experiencing difficulties with its mass-herding of careless interpreters.

This is evolution in action. Folks who do not bother to put up a website and state their policies are fair game for economic exploitation by bigger fish. Signing contracts without reading and understanding the text is just plain dumb.  When someone baits you with a bad agreement, you can make a counteroffer using standard agreements from the Freelancers Union, the American Translators Association or by writing or having an attorney write you a bid form or agreement boilerplate.

This has been a continuing education presentation by

Job opportunities for translators

Tired of being commoditized and re-outsourced like a rented bicycle? What about competing with countless desperate bracero-serfs eagerly throwing themselves at crowdsourcing faceless corporations? Here are some opportunities many linguists overlook…

ACCESSORY TO GENOCIDE: Tired of scrubbing splatter out of your Levis after torture session interrogations at Gitmo? Why not go straight to the front lines where they capture suspected enemy combatants and be a proud Crusader and drone interpreter? The language barrier leads to all sorts of undesirable combat situations. One of the most memorable appeared in a John Wayne movie “The Longest Day”, where at Normandy beach two Germans, hands raised, stagger out of a smoking bunker, hands up, hollering “bitte, bitte…” A surprised G.I. riddles the pair with bullets and remarks to his friend “I wonder what ‘bitte bitte‘ means…”

You can download the sound byte for practice

Dilbert creator Scott Adams, sensitive as ever to the dilemmas of human frailty, writes about robot drones in combat taking kill shots ordered by a committee of joystick jockeys assisted by their trusty interpreter. This uniformed worthy will, with a sneer on the side at the jaws of danger, inform the drones hovering at his shoulder that “Lütfen, lütfen” is Turkish, or “Thov, thov” Hmong Dau, for “please don’t shoot me!” This job is the true meaning of doing well by doing good.

I am not making this up: “Another robot bonus: One translator could be on call to speak to humans through drones flying at head level. That way your translator is wherever the drones are.”

Or maybe you’re the more intellectual type, or  allergic to high explosives… never fear. Zealous religious conservatives in Holland are appalled that their countrymen refuse to forgive and forget their occupation by conservative National Socialists during WWII. They are even more appalled that the libertarian pushback has taken the form of legalization of prostitution. Unable to strip those houris of their self-ownership rights, the better people who know what’s good for the riffraff have done the next best thing. They appealed to a European Court more kindly disposed toward the pious strictures of Positive Christianity that still serve as window-dressing in the provinces, hence the job opp.

INTERPRETER FOR SEX WORKERS: The Court, troubled by vivid memories of girl-auction scenes in Rudolph Valentino movies, has legislated that pimp landlords must interview tenant window-undressing girls in their exotic native tongues to make sure no Sheik has sold them down the Nile. Here’s the kicker: telephonic interpreting of the sort often resorted to in U.S. District and Immigration courts is not good enough to protect their blushing innocence. Opportunity knocks now that actual wingtips-on-the-ground in-person interpreters are needed to make sure those gorgeous prostitutes understand what they are getting into.  Again, doing well by doing good.

Is this a great planet or what?

Learn how republican Herbert Hoover used the IRS to swat beer, and crushed the U.S. economy instead. Prohibition and The Crash–Cause and Effect in 1929, is live at Amazon Kindle for the price of a pint.









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Lysander Spooner, anarquista ou libertário? Fascículo 17

Spooner examina a validade dos compromissos que os políticos vociferam em apoio à Constituição na esteira da Guerra da Secessão. 


         Com base em princípios gerais do direito e da razão, os compromissos que juram esses pretensos agentes do povo, de “defender a Constituição”, não são de valia ou obrigatoriedade alguma. E porque isso? Pelo seguinte, até mesmo inexistindo outro motivo, viz., que são feitos para com ninguém. Não há relação jurídica reconhecida na lei (como dizem os advogados) ‑‑ou seja, nenhum reconhecimento, consentimento ou convenção‑‑ entre os que assumem o compromisso e quaisquer outras pessoas.

Fosse eu sair no logradouro do Boston Common e, na presença de cem mil pessoas, homens, mulheres e crianças, com as quais não tenho contrato algum que diga respeito ao assunto, jurar um compromisso de que farei valer sobre elas as leis de Moisés, de Licurgo, de Solon, de Justiniano ou de Alfredo, tal compromisso seria, nos princípios gerais do direito e da razão, de nenhuma obrigatoriedade. De nenhuma obrigatoriedade não apenas por ser compromisso intrinsecamente criminal, mas também por não ser feito para com pessoa alguma, e por conseguinte, dá a ninguém a minha fé. Seria um compromisso feito para com os ventos.

Tampouco alteraria o caso dizer que, dentre estas cem mil pessoas em cuja presença fora feito o compromisso, houvesse dois, três, ou cinco mil varões maiores de idade que tivessem, às ocultas ‑‑por voto secreto, e de maneira a se acocorarem de se identificar individualmente a mim ou às demais destas cem mil pessoas‑‑ designado a mim como agente seu para governar, controlar, saquear e, quando necessário, assassinar estas cem mil pessoas. O fato de me terem designado às ocultas, de maneira tal que me impedisse de conhecê-los individualmente, impede que haja entre nós qualquer relação jurídica reconhecida na forma da lei; tornando, por conseguinte, impossível que exista entre nós qualquer contrato ou compromisso de fé da minha parte para com eles, pois é impossível que possa me comprometer, em qualquer sentido jurídico, a um homem que não conheço, nem tampouco tenho como conhecer individualmente.

No que concerne a mim então, estas duas, três ou cinco mil pessoas formam um bando secreto de assaltantes e assassinos que, às ocultas, e de maneira a se furtarem de toda responsabilidade pelos meus atos, designaram a mim ser agente seu; tendo, por intermédio de algum outro agente, ou agente pretenso, revelado a mim os seus desejos. Mas por serem eles individualmente desconhecidos a mim, não havendo contrato aberto e autêntico comigo, esse meu compromisso seria, com base em princípios gerais do direito e da razão, de nenhuma valia como compromisso para com eles. Não seria compromisso com ninguém. Não passaria de um bafejo inconsequente. Quando muito, seria um compromisso para com um bando desconhecido de assaltantes e assassinos, cujo instrumento para a pilhagem e assassinato de terceiros eu publicamente, confessaria ser. E não acarreta obrigatoriedade alguma além daquela implícita em semelhante compromisso com qualquer outra corporação de piratas, bandidos e assassinos.

São estas as razões pelas quais os compromissos dos membros do Congresso,  para “defender a Constituição”, são, nos princípios gerais do direito e da razão, inválidos. Além de criminosos em si, sendo portanto sem efeito; também se invalidam pelo motivo adicional de serem compromissos para com ninguém.

Não se pode dizer, em sentido jurídico ou legítimo, que são compromissos feitos com “o povo dos Estados Unidos”; isto porque nem a totalidade nem mesmo grande proporção deste povo dos Estados Unidos designou ou nomeou, às ocultas ou abertamente, esses homens como seus agentes encarregados de levar a efeito a Constituição. O grosso do povo – isto é, homens, mulheres e crianças – nunca foi convidado, aliás, nem permitido manifestar, de maneira formal, às ocultas ou abertamente, sua opção ou seus desejos nesta questão. O máximo que estes membros do Congresso podem afirmar em defesa dos seus mandatos é o seguinte: Cada qual pode dizer:

Possuo evidência que me convence de que existe, espalhado pelo país, um bando de homens, que têm entre si um entendimento tácito, e que se chamam de “o povo dos Estados Unidos”, cujos propósitos são de controlar e saquear uns aos outros, bem como a todos os demais habitantes do país e, onde possível, até nos países vizinhos; e de matar a qualquer homem que tente defender contra essas tramas de pilhagem e domínio a sua pessoa ou propriedade. Quanto às identidades individuais destes homens, isso não tenho como saber com certeza, pois não assinam documentos, tampouco oferecem evidência visível e autêntica de sua associação individual. Mesmo entre si não se conhecem individualmente. Aparentam ter o mesmo receio de se desvelarem individualmente, entre si, que de serem reconhecidos por terceiros. Assim sendo, geralmente não têm como exercer ou manifestar essa qualidade de membro individual, a não ser pela votação secreta designando determinados prepostos para exercer sua vontade. Muito embora sejam estes homens individualmente desconhecidos, tanto entre si como aos demais, é de entendimento geral no país que podem ser membros apenas os varões maiores de vinte e um anos de idade.

Também é de entendimento geral que pode ser membro todo varão nascido no país, desde que de determinada cor e possuidor, (em alguns locais) de determinado acervo de propriedade, admitindo-se (em alguns casos) até pessoas nascidas no estrangeiro. Mas ao que parece, geralmente não mais da metade, dois-terços ou, em alguns casos, três-quartos da totalidade de pessoas permitidas a se juntar ao bando chegam a exercer, ou por conseguinte manifestar, sua qualidade de membro da única maneira pela qual se pode manifestar ou prová-la, viz., dando seus votos, às ocultas, aos oficiais ou agentes deste bando. O número bruto desses votos secretos, ao menos no que é divulgado como tal, varia muito de ano em ano, fato que tende a provar que o bando, em vez de ser uma organização de caráter permanente, não passa de coisa pró-tempore aos que optam por colaborar com ele por enquanto. O total bruto de todos esses votos secretos, ou o que é apresentado como tal em diversas localidades, é publicado de vez em quando.

Se corretas ou não estas relações, não temos como saber. É geralmente suposto que, nada raro, cometem-se grandes fraudes no depósito destes votos. Presume-se também que são recebidos e contados por determinados homens, encarregados desta função pelo mesmo processo secreto mediante qual é feita a seleção de todos os demais oficiais e agentes do bando. Segundo os relatos destes depositários dos votos (cuja honestidade e apuração não posso garantir), e segundo o que sei quanto ao número da população varonil “no meu distrito,” aos quais (supostamente) fora permitido o sufrágio, parece-me que a metade, dois-terços ou três-quartos realmente votaram. Quanto aos indivíduos que cravaram esses votos, não tenho conhecimento algum, pois foi tudo feito às ocultas. Mas dos votos secretos cravados a favor do que chamam de “membro do Congresso”, os apuradores informaram que obtivera uma maioria, ou pelo menos um número superior ao de qualquer outro indivíduo. E em virtude apenas desta designação, aqui estou para agir em conjunto com outras pessoas selecionadas mediante procedimentos afins em outras regiões do país. O entendimento entre as pessoas que me enviaram para cá, é de que todas as pessoas assim selecionadas deverão, ao se reunirem na cidade de Washington, prestar compromisso, na presença dos demais, “de defender a Constituição dos Estados Unidos”. Referem-se a um documento lavrado há oitenta anos, que nunca recebeu assinatura de ninguém, e parece não ser, como nunca foi, de obrigatoriedade alguma como contrato. A bem da verdade, são poucos os que já o leram, não restando dúvida de que o grosso dos que cravaram seus votos a meu favor, e a favor dos demais, nunca sequer o viram e tampouco representam entender o seu significado. Todavia é referido no país como “a Constituição dos Estados Unidos”; e por um motivo ou outro, os que cá me enviaram, parecem esperar que eu, e todos com quem ajo, nos comprometamos a levar a efeito esta Constituição. Estou, portanto, preparado para afirmar esse compromisso e cooperar com os demais, igualmente selecionados, que se dispuserem a afirmar o mesmo compromisso.

Aí está o máximo que qualquer membro do Congresso pode dizer para provar que tem eleitores; que representa alguém, que seu compromisso de “defender a Constituição”, seja prestado para com pessoa alguma, ou que dê fé a pessoa alguma. Não dispõe de prova cabal, escrita ou autêntica, conforme é exigida em qualquer outra situação, de que alguma vez já fora nomeado agente ou representante de alguém. Não tem procuração escrita de um indivíduo sequer. Não dispõe de conhecimento jurídico, requisito em qualquer outro caso, pelo qual possa identificar um indivíduo sequer como sendo daqueles que manifestam tê-lo nomeado para representá-los.

É claro que esse seu compromisso, professamente para com eles, de “defender a Constituição”, com base em princípios gerais do direito e da razão, é um compromisso para com ninguém. É uma promessa de boa fé para com ninguém. Se faltar ao compromisso, não há pessoa que possa lhe chegar e dizer-lhe; o senhor me traiu, ou agiu de má fé comigo.

Não há quem possa chegar e dizer a ele: eu lhe dei a minha procuração para agir no meu lugar. Exigi de você, enquanto procurador meu, que se comprometesse a defender a Constituição. O senhor me prometeu fazê-lo; e agora não cumpriste esse seu compromisso comigo. Não há um indivíduo sequer que possa dizer isso.

Nenhuma associação visível, reconhecida ou responsável, ou corporação sequer, pode se aproximar e dizer a ele: Nós o nomeamos nosso procurador, para agir no nosso lugar. Exigimos de você, enquanto procurador nosso, que se comprometesse a defender a Constituição. O senhor nos prometeu fazê-lo; e agora não cumpriste esse seu compromisso conosco.

Nenhuma associação aberta, reconhecida ou responsável, nem corporação alguma pode dizer isso a ele; pois não existe tal associação ou corporação. Se há quem queira asseverar que exista tal associação, que venha provar, se for capaz, quais as pessoas que a compõem. Que produza, se é capaz, qualquer contrato visível, escrito, ou válido de outra forma como contrato, assinado ou convencionado por estes homens; formando entre si uma associação; se anunciando como tal perante o mundo; nomeando-o seu agente; assumindo, individualmente ou enquanto organização, toda a responsabilidade pelos atos deste, praticados com autorização sua. A menos que tudo isto seja demonstrado, não há quem possa dizer, em sentido legítimo, que exista tal associação, ou que seja seu agente; ou que tem qualquer compromisso para com eles; nem tampouco que a eles deu fé alguma.

Apoiado nos princípios gerais do direito e da razão, bastaria ele dizer a todos esses indivíduos, bem como qualquer pretensa associação de indivíduos que o acusasse de ter agido de má fé:

Nunca tive conhecimento de vocês. Onde está a evidência de que, individual ou coletivamente, me deram procuração sua? de que fizeram com que me comprometesse a vocês, enquanto procurador seu, para defender a Constituição? ou que agi de má fé para convosco? Talvez sejam, talvez não, membros daquele bando secreto de assaltantes e assassinos, que agem às ocultas, designam seus agentes por voto secreto; que se mantêm incógnitos, mesmo aos agentes que destarte designam; e que não podem, portanto, assegurar terem agentes; nem que qualquer desses pretensos agentes assumiu algum compromisso, ou a eles deu fé. Repudio a vocês todos. Meu compromisso é com outros, que nada têm a ver com vocês; isso se não feito à toa, para o vento. Sumam! *


Apresentação histórica de

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“Science is the belief…

…in the ignorance of the experts” –Richard Feynman

When JFK was shot I promptly believed an ex-Marine had done it, and that Gov. Connally was collateral damage. Now I don’t. 

I believed nuclear energy was going to be the doom of mankind, now I see that the lack of energy is far more likely to doom us. 

I once believed flying saucers were alien spacecraft, now I doubt that. 

I believed the stock market crash of 1929 was caused by fear of a tariff increase, and now will lay heavy odds that that’s a lie.

I once believed anthropogenic CFCs scavenged ozone off of the polar regions, now I’m certain that that was a lie. 

I believed there probably was an altruist named Jesus, who wrote nothing, but nevertheless existed… 

Welcome to Nailed.

The original Zapruder film was made to disappear along with the autopsy, Oswald was silenced, the girl who interviewed Ruby was found dead and the angles don’t match geometry. Nothing generates power more safely than fission reactors. Eerie silence is all radio telescopes detect out there. Prohibition and asset forfeiture caused the crashes of 1929, 1987 and 2008. Just so nobody alive at the time noticed there was a Jesus raising the dead, multiplying loaves and fishes, being tried publicly, being tortured as a spectator sport… Nobody noticed any of this until 150 years after the fact after all potential witnesses were safely dead. None of the records copiously made by the people of the first couple of centuries “Anno Domine” take any notice of those most important facts of reality that “everybody knows” because the televangelists tell them it is so.  Another day, another disabusal of some fantastic notion…

So the chances of anyone pointing to “trust us” assertions made on teevee by interested parties to the effect that sea levels are rising like water in a toilet tank and penguins are AGAIN roasting (this time by infrared)–and making them stick–are pretty slim. It is now the height of summer in Curitiba, same distance from the Equator as Brownsville, Texas, and close to 16º outside, just like it is most of the year, year after year, century after century. Brownsville has the same average temperature, 61º, though nearer the sea and sea level. 

The ozone theory is false because only the tip of the iceberg–one-ninth of humanity–lives in the southern hemisphere, and they WISH they had more CFCs to use in refrigerators instead of dying of food poisoning. Here is how that ninth is calculated:

The currently-fashionable global rotisserie theory is also false–not merely for lack of undoctored data–but because none of the experts quantify the excess solar energy flux purportedly trapped by that dastardly water vapor and its evil Greenhouse Gas allies. All of this means that we  again happily escape The End of The World.

–Visit the Real Science blog right here on WordPress for more delightful surprises.

Certified translations for middlemen?

Does it make sense to commoditize yourself to WIYRdos? 

When Saddam Hussein’s ragtag militia was invading Kuwait, Austin interpreters were invading Sanantone for a military conference chock full of brass and epaulets. At dinner, one of our number worked out complex calculations to see what menu items fit the per-diem. (We were routinely allotted this perk, until the larger agencies decided to dispense with professionals). Discussion soon turned to contract terms and another intrepid interpreter announced: “I’m a whore. I’ll sign anything they set in front of me.”

Not to disparage the oldest profession, but is this an economically sound policy? Now that bureaucrats are finally noticing the difference between certified and wannabee translators, what is the point of translating and certifying personal documents for buy-low-sell-high middlemen and waiting a month and a half to see if you’ll even collect a pittance? Con artists run down the certified list on the ATA website fully expecting someone to agree to take responsibility for work that can get someone deported or interfere with some individual’s employment or citizenship papers, and do it on a per-word or minimum-order basis. Is this ethical? If you even get paid you will not have the satisfaction of any testimonial, recognition or recommendation whatsoever.

 By ethical I mean right as opposed to wrong, smart as opposed to stupid, worthwhile as opposed to counterproductive. When I was a newbie I went in for a few of these assignments and decided they were a waste of time and effort. In the mosquito-swarm jungle backwaters of Northern Brazil it is still possible to hustle public translators this way, but they are a tiny minority. Certified public translators work directly for the customer, charge a retainer and settle upon delivery. This is ordinary commonsense in any line of business. Try telling a doctor or lawyer you’ll maybe be sending a check in a month in a half or so.
Only American translators have been conditioned into believing they are fungible commodities–and acting on that belief. Today, for instance, I got yet another “Hello-whatever-your-name-is” spam from the same WIYRdo in California NOT showing me a document, yet requesting “a quote.” The entity also expects me to wait six weeks before inquiring about payment (no interest, no late fee). This I knew because I keep records, for there was no mention of the delay in the whatever-your-name-is spam. It is not policy to make this known if they can avoid it. Nor are the formatting requirements revealed in this baiting-of-hooks.
The next time you receive a Hello-whatever-your-name-is What-Is-Your-Rate come-on, pay a visit to and skim through A Beginners Guide to Handling WIYRdos. Ask yourself if the customer will get a better translation dealing directly with a certified translator or resorting to one of those whatever-your-name-is middleman services? There are middlemen dabbling in these types of documents who charge $85 per page in advance. That is publicly advertised, with samples, for all the world to see. These are the folks I want as competitors, not running interference between my practice and the clients I serve.

Lysander Spooner, anarquista ou libertário? Fascículo 15

Suponhamos que vc faça um depósito no banco. Isso é segredo seu, pois só você sabe a sua senha e pode verificar se o depósito foi contado e lançado corretamente. E se o banco se recusasse a revelar como foi contado e creditado o seu depósito, você confiaria nessa entidade? Lysander Spooner perguntou qual a vantagem do voto secreto em 1870, e até hoje não teve resposta. 


         Qual o motivo do voto secreto? Este, e apenas este: Qual outros coniventes em crime, aqueles que o utilizam não são amigos, e sim, inimigos; e têm receio de se expor, e de deixar às escâncaras as suas atividades individuais, mesmo entre si. São capazes de se entenderem a ponto de saber agir em conjunto contra terceiros, mas além disso falta-lhes a confiança e a amizade. De fato, andam tão envolvidos em maquinações voltadas ao desfalque dos cúmplices como nos desfalques a terceiros, sendo perfeito o entendimento entre eles que as mais poderosas societas sceleris não se furtariam, dadas certas contingências, a se assassinarem, uns aos outros às centenas de milhares (como fizeram recentemente) a fim de efetivar os seus propósitos uns contra os outros. É porisso que não se atrevem a se identificar, ou deixar revelar o que praticam, mesmo entre si. E é este, declaradamente o único motivo para tal votação: para um governo secreto; um governo de assaltantes e assassinos. E temos a extravagância de chamar isso de liberdade! Ser um membro deste bando secreto de assaltantes e assassinos é julgado privilégio e honra! Privilégio este sem o qual o homem é considerado escravo, mas com o qual é visto como homem livre! Considerado livre com aquilo porque teria o mesmo poder de armar, às ocultas (por voto secreto) o assalto, apresamento e assassinato de outrem, que aquele tem de procurar o assalto, apresamento e assassinato deste. E isso eles chamam de direitos iguais!

Qualquer que seja o número de homens, sejam vários ou poucos, que reclamam o direito de governar o povo deste país, que assinem às abertas um compacto entre si para fazê-lo. Que se façam conhecer individualmente àqueles a quem propõem governar. E que assim assumam plena responsabilidade pelos seus atos. Quantos dos que hoje apoiam a Constituição, chegarão a fazer assim? Quantos se atreveriam a proclamar abertamente o seu direito de governar? ou assumir legítima responsabilidade por seus atos? Nenhum!

Continua essa tradução de…

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Lysander Spooner, anarquista ou libertário? Fascículo 16

O voto secreto, pela prisma de Spooner – cuja época ouriçava de massacres e toda a violência da Guerra da Secessão e da ocupação militar  – não se impressionou com o voto inverificável que as forças da ocupação chamavam de “voto secreto”.


         Transparece então, nos princípios gerais de direito e razão, que não existe tal coisa como um governo criado por, ou com base em, qualquer consentimento, compacto, ou convenção de “o povo dos Estados Unidos” entre si; que o único governo visível, tangível, responsável que existe, é de poucos indivíduos apenas, que agem em harmonia, e se chamam pelos vários nomes de senadores, representantes, presidentes, juízes, marechais, tesoureiros, fiscais, generais, coronéis, capitães, etc., etc.

Com base em princípios gerais de direito e razão, não é de importância nenhuma que estes poucos indivíduos professam ser os agentes e representantes do “povo dos Estados Unidos”; uma vez que são incapazes de apresentar credenciamento emitido pelo próprio povo; jamais foram designamos agentes ou representantes de maneira aberta e autêntica; nem sabem eles, ou têm como saber, bem como não sabem provar quais os seus principais (como assim os chamam) enquanto indivíduos; não podendo, por conseguinte, no direito e na razão, dizer que têm quaisquer principais.

É evidente também que, se esses alegados principais acaso designaram estes pretensos agentes ou representantes, os nomearam às ocultas (por voto secreto), e de tal maneira a se esquivar de toda responsabilidade pessoal pelos seus atos; que, quando muito, estes pretensos principais prepuseram esses pretensos agentes para as finalidades mais criminais, viz.: saquear a propriedade do povo, e restringir-lhe a liberdade; e que a única autoridade que esses pretensos principais detêm para agir assim não passa de um entendimento tácito entre eles, de prender, fuzilar ou enforcar todo e qualquer homem que resistir às extorsões e restrições que seus agentes ou representantes lhe impuserem.

É evidente então que o único governo visível e tangível que temos é composto desses pretensos agentes ou representantes de um bando secreto de assaltantes e assassinos que, para encobertar ou atenuar os seus assaltos e assassinatos, apropriaram-se do título de “o povo dos Estados Unidos”; e que, sob a pretensão de serem eles “o povo dos Estados Unidos”, proclamam seu direito de sujeitar ao seu domínio e de controlar e dispor, a seu bel-prazer, sobre toda propriedade e todo ser humano existente nos Estados Unidos.


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Ética? Segundo que critério?

Aparecem orações injetadas nas fórmulas de adesão das associações de classe e rotuladas de “código de ética.” São sempre da autoria de pessoas anônimas que jamais estudaram a matéria, não sabem definir o que é ética–muito menos dizer qual seria a serventia prática de uma coisa dessas na busca pela felicidade da pessoa humana.

São amostras:

Artigo 2º O intérprete obriga-se à estrita observância do segredo profissional, não podendo divulgar a quem quer que seja qualquer informação obtida no decorrer de sua atividade profissional, salvo no caso de reuniões abertas ao público em geral.
Esse primeiro procura estabelecer os moldes de uma societa sceleris ou quadrilha, cujas atividades, por serem desonrosas, só escapam da retribuição pelo sigilo. É o caso da associação-fachada, armadilha para atrair e tapear ou explorar os jovens, inexperientes, mas úteis. Semelhante ao voto secreto, é o tipo de coisa que serve para tapar, ocultar e mascarar a desonestidade e má fé.

Artigo 3º O intérprete não utilizará em proveito pessoal informações confidenciais porventura obtidas no exercício da profissão.
Outro juramento desnecessário e nada ético. Afinal, tudo o que é realmente sigiloso na profissão aparece em termos de confidencialidade – instrumentos contratuais que nada têm a ver com a constituição de cabalas ou evasão de meliantes. Um exemplo basta: Para o intérprete policial que descobre que um bando de terroristas pretende assassinar o intérprete dos policiais, significa que ele não pode pedir demissão para escapar, tampouco, se afastado, pode alertar deste perigo o colega que o substituiria.

§4º empenhar-se em participar da tomada de decisões do seu órgão de classe e em vê-las acatadas, em particular no que se refere à remuneração justa, às
condições de trabalho e ao respeito aos direitos do tradutor.
Este é o apelo ao coletivismo tribal para arrebanhar e controlar os fiéis, reforçado pelo obscurantismo da palavra mágica “direitos,” jamais definida, e pela pressão social.
1.1. No exercício de suas atividades, sejam profissionais ou não, deve estar sempre consciente da nobreza e dignidade desse ofício que é de utilidade pública, contribuindo de todas as formas para o seu constante aperfeiçoamento e prestígio da classe.
É apelo ao misticismo obscurantista reforçado pelo auto-engano coletivo, como na fábula de Hans Christian Andersen em que só a criança inocente percebe que o rei está nu.  Esses delírios coletivistas incorporam bobagens sem avaliar as fontes. A tática é impressionar ou intimidar pelo vulto do palavrório, sem se preocupar com fundamentos, princípios ou significado.
Qual seria, afinal, o significado e utilidade da “ética”?
A ética é um código de valores que serve para nortear e informar as escolhas e o modo de agir da pessoa. A palavra-chave da definição é valores, pois sem um padrão ou critério de valores para lastrear o discernimento, o conceito carece de utilidade ou serventia. E é justamente nesta questão da identificação do critério que as correntes se separam.
Uns reparam que o conceito de valor só possui significado para entes vivas. O ser-ou-não-ser pelo qual só o ser vivente, o indivíduo, confronta a alternativa da vida ou morte seria, nesta visão, a base, o critério dos valores que informa a sua tomada decisória. Valor é a diferença entre a vida exuberante e feliz, e a morte. Tudo o que procuramos obter e preservar pelas nossas atividades e decisões são valores.  A ética se traduz pelas virtudes, como as da honestidade, produtividade, orgulho e ambição, sintetizadas e preservadas pela integridade.
Outros procuram afastar esse fato da mente, e imaginam que as opiniões alheias, ou promessas conjugadas em previsões nada verificáveis – de cartomantes, videntes, padres, pastores, burocratas ou arcebispos – servem  para alicerçar as escolhas racionais da pessoa humana. A responsabilidade pelos atos é assim transferida, cedida a outrem, pelo equívoco do altruísmo. Essa doutrina, que transfere para fora de si os valores, é o que incorpora as noções deontológicas que transmitem os efeitos do erro. Na maioria das vezes os protagonistas e antagonistas desta versão do certo e errado são seres invisíveis – fadas e fantasmas, deuses e diabos – que não podem ser detectados pelos métodos do conhecimento humano. É o critério dos que defendem o afastamento do valor da vida humana da esfera de cogitação e procuram substituí-la pelos supostos estados que dependem da morte como antecedente. Seus defensores incluem Immanuel Kant e todas as defensorias da deontologia – antônimo da ética, só que apresentado como sinônimo. Na lógica formal, o equívoco é um erro fundamental de confundir os significados, que vicia as conclusões posteriores e dependentes de toda e qualquer proposição.
Esta distinção é justamente o que falta nos mandamentos que os espertos lavram e impõem às relações comerciais, sem discussão ou justificativa. A profissão praticada pelo tradutor exige seu empenho em oferecer ao beneficiário dos seus serviços o valor prático que é o resultado da sua atividade: a transmissão do significado e teor do original em outro idioma de acordo com as especificações do contrato. Contrato é a outra palavra  omitida nestes “códigos” que elevam o altruísmo e omitem o valor da vida humana. Contrato é o acordo pelo qual as partes entre si oferecem e aceitam, de livre e espontânea vontade, uma troca mutuamente vantajosa. As partes deste contrato são os participantes despercebidos da profissão na ótica dos vendedores de mandamentos. Estes dispensam as qualidades de incoacta e espontânea, preservando apenas a da obrigatoriedade deontológica, acrescentando, sempre que possível,  a violência da lei.
Para exemplificar o conceito, basta entender que toda vez que A e B fazem planos pelos quais C será obrigado a fazer algo por D, este “C” é a pessoa despercebida. No mundo dos contratos e negócios, é também a pessoa desapercebida.
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