Same Story, Different Government

newtonsilva010615 Liliana Ayalde is probably still a complete unknown to Brazilian voters baffled by media showdowns between their twice-elected president and the lynch mob of televangelist politicians that assembled screaming for her impeachment following her reelection.

Indeed, the same sort of thing happened in Paraguay after that same American official had served as US ambassador there, shortly after her expulsion from Bolivia. From Paraguay, Ms. Ayalde went to the Caribbean to work for USAID, an American agency concerned primarily with sending prohibitionists with guns to exacerbate the frightening levels of “drug-fueled” crime and associated violence. These are things that never existed in the Caribbean before fanatical American Christians began shooting up the place.  In January of 1931, Puerto Rico was demanding an end to American prohibition. The Supreme Court there refused to prosecute rum smugglers, and Republican President Herbert Hoover elected to personally travel to the island to bully justices into enforcing that alien law causing alcohol-fueled crime to skyrocket as the island economy collapsed. This, under the First Amendment, is the “free exercise” of religious intolerance and the violence of law.

The recent 800% increase in Caribbean homicide rates accompanying stepped-up U.S.-imposed prohibition enforcement and civil asset forfeiture is as completely surprising to our representative for CICAD, GAFISUD, OPDAT, MERLDAT, INL, FinCEN and GMPL mentors as their attendant financial panics and depressions are to government agencies and their gun-toting agents. Nevertheless, she was promptly named US ambassador to Brazil as financial collapse and Occupy Wall Street protesters dominated the headlines in These States.

By truly amazing coincidence, unconvincing nationwide protests followed her arrival in Brazil, as Brazil’s President, other politicians and many industrialists discovered, to their horror, that the NSA had been tapping their telephones, and that many were suddenly under indictment on charges filed by local Federal Police. Brazilian evangelical politicians who support all United States efforts to have prohibitionist enlightenment  raise drug prices for the childish-minded inhabitants of the banana republics were delighted to change the subject.

Where headlines once blared news of their own private airfields and helicopter-loads of cocaine, impeachment proceedings against the second-term president and boodling politicos and contractors from all 32 subsidized parties became the hot news items. That the prez is herself a former activist against the US-backed dictatorship and not at all popular among religious right-wing extremists is another one of those baffling coincidences so endemic to asset-forfeiture politics in the Western Hemisphere.

So, Mr. Newton Silva’s cartoon translates pretty directly from the Brazilian situation back to the American situation, as it stood before that particular prohibition-enforcement crisis was exported to the rest of the world. Grateful thanks.

This research product was brought to you by http://www.portugueseinterpreter.com

Advertisements

Como aprender o inglês

piqrcode10

Trabalhei como professor de inglês, e durante esse tempo todo o que mais me atiçava a curiosidade era querer descobrir por que as pessoas não conseguiam repetir com a pronúncia correta. Americano nato repete São Paulo como Sam Palo e acha bonito. Brasileiro da gema comete essa mesma categoria de erro sem se tocar. Nenhum dos dois percebe que está repetindo errado o que acaba de ouvir. Mas as crianças conseguem distinguir e discriminar as sutilezas. O mecanismo surpreende.

 

A revelação veio num artigo da Profª Janet Werker na Universidade de British Columbia no Canadá. Ela descobriu que todos nós somos ouvintes universais quando bebês mas adquirimos uma surdez seletiva aos 8 meses de idade. Esta surdez favorece os idiomas que ouvimos no cotidiano e desestimula ou exclui os sons alheios aos idiomas com os quais interagimos nessa etapa do crescimento. Assim, cada um se torna ouvinte nativo e teima em favorecer a sua língua materna.
Seu artigo mais importante, intitulado “Becoming a Native Listener“, apareceu na revista American Scientist, Volume 77, em 1989.

O valor prático de todo o experimento que ela realizou se resume em dois fatos:

  • Quem tem mais de oito meses de idade perdeu a chance de tomar o caminho fácil e vai ter que treinar com uma certa intensidade durante pelo menos um ano.
  • Nunca antes na história da humanidade isso foi tão fácil quanto hoje, graças à física quântica e os transístores que resultaram da sua aplicação.

Basta vc aplicar um pouco de disciplina, pois o processo de discriminação que, quando bebê, levaria uns 3 meses, agora requer um ano de prática.
Faça assim:
1. Compre um tocador de mp3 que funciona com pilha AAA, de preferência que tenha encaixe USB embutido. Procure headsets confortáveis, mais do que um, para trocar de vez em quando.
2. Baixe livros falados do Gutenberg.org e coloque no player.
3. Repita cada palavra de cada conto, concentrando na pronúncia perfeita. A pronúncia é o importante, compreensão vem depois, como em qualquer bebê.

Os mp3 players que eu gosto são esse e esse outro da RCA. Qualquer modelo parecido permite que você pare a gravação para depois retomar – até mesmo quando trocar a bateria. É importante poder trocar a bateria.

Compre baterias recarregáveis para uso caseiro e descartáveis para viajar e como reserva. Com isso vc não só aprende inglês, como pode dominar várias matérias relevantes. Para quem já domina o básico, Audible.com oferece assinaturas de livros falados.

Mais tarde você aprenderá a converter vídeos do Youtube em mp3 e a cortar trechos e mudar o volume com softwares de áudio. Mas esse treinamento, ouvir e repetir, você deverá fazer com toda caminhada e nas refeições em vez de assistir televisão. Repare que todo esse processo é por áudio, sem leitura visual. Depois de dominar a pronúncia, fica mais fácil desapegar do sotaque e resistir a tentação de aplicar as regras idiomáticas erradas no ato de leitura de texto.  O mundo inteiro se transforma numa sala de aula, mas com nítidas distinções entre os idiomas.

Se essa dica lhe for de alguma utilidade, por favor faça a obra de caridade de ensinar esse truque aos locutores “bilíngues” que gravam os anúncios de vôos e de saídas de ônibus nos aeroportos e nas rodoviárias. Pesquisa patrocinada pelo www.tradutoramericano.com

Lysander Spooner, anarquista ou libertário? Fascículo 18

trqrcode10

Uma das leis que Spooner mais criticava durante a ocupação militar dos latifúndios algodoeiros sulistas foi a que nomeava cobradores de impostos. Tamanha era a desconfiança federal neste ofício que os cargos vinham ouriçados de compromissos, com multas e penas de prisão se o cobrador embolsasse o dinheiro arrecadado em vez de entregá-lo aos mandantes federais. 

 

XII

 

E é justamente por isso que os compromissos de todos os demais pretensos agentes deste bando secreto de assaltantes e assassinos são, sob os princípios básicos do direito e da razão, igualmente destituídos de qualquer obrigatoriedade. São compromissos para com ninguém, feitos apenas com o vento.

Os compromissos dos fiscais e agentes fazendários do bando são, nos princípios gerais do direito e da razão, de nenhuma valia. Fosse qualquer desses fiscais embolsar o dinheiro que arrecada, recusando-se a entregá-lo, os membros deste bando não teriam como dizer a ele: Arrecadaste esse dinheiro enquanto agente nosso, para as nossas finalidades; juraste entregá-lo a nós, ou a pessoa por nós designada. Nos traíste, e violaste a nossa fé.

Bastaria, como resposta, dizer-lhes:

Nunca vos conheci. Nunca se apresentaram a mim individualmente. Jamais fiz compromisso com vocês enquanto indivíduos. Podem ou não ser membros daquele bando secreto que designa agentes para assaltar e assassinar; porém cujo precavimento é tal que nem se identificam sequer aos seus agentes, nem àqueles aos quais seus agentes são incumbidos de assaltar. Se é que são membros daquele bando secreto, que designa agentes para praticar assassinatos e assaltos em seu benefício, não dispõem de prova de que alguma vez me encarregaram de praticar assaltos em seu benefício. Nunca os conheci individualmente, e portanto nunca prometi entregar-lhes a verba proveniente dos meus assaltos. Pratiquei os assaltos por conta própria e para o meu benefício. Se me julgaram tolo a ponto de permitir que se mantivessem às ocultas, utilizando a mim como instrumento seu para a rapina de terceiros; ou que assumiria todo o risco pessoal desses assaltos, pagando a vocês o saque, foram muito parvos. Conforme assumi todo o risco dos assaltos, cabem a mim todos os lucros.

Sumam! Pois além de pilantras, são otários. Se é que fiz compromisso algum, o tenho com outros e não vocês. Mas na verdade, não fiz com ninguém, apenas com o vento. Veio de encontro aos meus propósitos à época. Possibilitou que me apossasse do dinheiro que queria, e com o qual agora pretendo ficar. Se esperavam que o entregasse a vocês, dependeram apenas da honra que dizem prevalecer entre os ladrões. Entendem agora quão débil essa suposição. Estou confiante de que terão o juízo de não repetir esse erro. Se é que me cabe algum dever nesta questão, seria de devolver o dinheiro àqueles que dele desfalquei; e não de entregá-lo a pilantras como vocês.

Continua adiante essa tradução de http://www.tradutoramericano.com…

Veja também o meu livro explicativo do Crash de 1929 em formato Kindle da Amazon

ALeiSeca0619

 

Como Lidar com Atravessadores

jonasqr8

Como ocorre num ecossistema natural, a Web está repleta de impostores e predadores. Um “atraversador” é aquele  desconhecido atravessador de versões que, de supetão, oferece um trabalho de tradução que, certamente, se tornará num grande projeto se você aceitar os termos dele. Tudo se resume a seis palavras: Quanto você cobra por uma tradução?

É exatamente o tipo de pergunta que qualquer um faz quando algo na prateleira não tem etiqueta de preço: “Quanto custa isso?” A pergunta é perfeitamente válida, desde que o vendedor e o comprador saibam de que produto estão falando. O vendedor ficaria confuso se você perguntasse o preço sem identificar o item. É bem assim que agem os atravessadores – não dizem, mas deixam implícito que esperam obter um crédito instantâneo de 45 dias, sem sinal, garantia ou juros.

Esses especuladores se comportam como se tivessem uma postura “ética”. E se você perguntar para que tipo de tradução deve calcular o preço, jamais terá resposta direta ou amostra do texto. O que ouvirá será um discurso vago e desconexo: primeiro será preciso assinar um “termo de confidencialidade” para só então poder ver uma amostra. O “termo de confidencialidade” desses especuladores não reflete um contrato de não divulgação usado no setor, com informações específicas, definidas como proprietárias ou sensíveis. Ele vem recheado de cláusulas de isenção de responsabilidade, ameaças mal dissimuladas e possíveis infrações da ordem econômica. Alguns atravessadores colocam ali que toda e qualquer palavra, ideia ou ato do tradutor é o equivalente a segredo de estado e que eles também são detentores de todos os direitos autorais. Todas essas exigências, e ainda pedem fiado.

Quatro conceitos separados são usados para armar esse golpe: ética, confidencialidade e o engodo necessário para impingir cláusulas de transferência de responsabilidade, pretensões de preferência sobre direitos autorais e segredo “profissional”. Isto muda completamente as regras do jogo, que os advogados definem como “contrato”. De acordo com a visão deles, os três componentes indispensáveis em um contrato são oferta, aceitação e contraprestação. Vamos começar pelos contratos lesivos – a nota falsa – e, em seguida, compará-las com o artigo genuíno.

Ética é um código de valores para nortear as suas escolhas e atos. A palavra só ganha sentido quando se define um padrão de valor. Se este fizer sentido, escolhas e ações boas ou corretas são aquelas que o aproximam daquele padrão, e as perversas ou incorretas são aquelas que o afastam. É um conceito valioso, como uma nota de R$100 também é valiosa. Da mesma forma que os falsificadores fazem notas falsas de R$100, os atravessadores aparecem com códigos de ética fajutos, como se o conceito de certo e errado variasse conforme a profissão. Os especuladores não sabem a definição de ética, mas sustentam os seus interesses com alusões a algum código de ética que só se aplica a “alguns grupos”. Volta-e-meia lançam mão das leis escritas por políticos e tentam embrulhá-las em contratos, como se essas leis já não fossem aplicáveis a todos, independente da existência do contrato.

Confidencialidade é algo que o cliente pode pedir, como cláusula extra. Não há segredos na primeira página de um jornal. Mas, no mundo dos negócios poderão haver verdadeiros segredos comerciais, que o seu cliente quer guardar em sigilo. O termo de não divulgação identifica quais são esses tipos de segredos, e exclui especificamente tudo o que todos já sabem.

Os acordos de transferência de responsabilidade transferem eventuais prejuízos de uma parte à outra. Essas cláusulas em alguns foros são ilegais. Não obstante, existem situações em que ao assinar um contrato destes, o tradutor incorre em obrigações e riscos adicionais, sem nenhuma compensação adicional. A tática usada para pressionar o tradutor a assinar essas cláusulas é insinuar que o profissional deve aceitar esse risco adicional e ainda comprar uma apólice de seguro. Em alguns casos, o risco de o atravessador não gostar da qualidade da tradução – e usar isso como pretexto para calote – seria transferido ao tradutor.

As infrações à ordem econômica são proibidas pelas leis de defesa à concorrência. Os tribunais e a Superintendência-Geral evitam qualquer definição clara deste conceito, mas não vêem nenhum problema em abrir inquéritos, logo que acreditem ter detectado um caso. Na lista dessas infrações incluem-se contratos pelos quais você concorda em recusar trabalhos de pessoas que você nem mesmo sabe como identificar, ainda que elas encontrem o seu website, entrem em contato e lhe ofereçam trabalho. Os acordos que fixam preços também poderão se enquadrar nesta lista – procure na internet. Muitos tradutores inexperientes assinam tais documentos, sem ideia de que seriam infrações. As pessoas que redigem contratos lesivos se esmeram para incluir cláusulas que estipulam se alguma parte do contrato for anulada por juiz, o resto ainda será vinculante.

Os produtos genuínos, contratos com ofertas, aceitação e contraprestação, são bem diferentes: eles representam uma oferta. Note que uma condição de que você poderá receber se o cliente “gostar” do produto não “é” uma oferta. Para ter aceitação, além da sua assinatura, o cliente também terá que assinar o contrato — senão este documento não terá valor perante um juiz. O objeto de um contrato é ser pago por fazer algo que você se empenhou para fazer.

A Contraprestação é representada pelos bens ou serviços objeto do contrato, ou seja, o produto ou serviço que o cliente deseja comprar. Importa, em litígio, se o serviço foi prestado com competência profissional, de forma que essas duas palavras poderão ser incluídas no contrato. Você não tem obrigação de oferecer crédito a pessoas totalmente estranhas, sem sinal de entrada, mas é fundamental deixar claro logo no início que coisas extras têm um custo extra.

Ser pago é afinal de contas o que a tradução profissional envolve. Se a tradução atende as especificações e foi executada com competência profissional, você não deverá ter problemas em receber o devido contravalor, a menos que tenha assinado alguma parvoíce. As pessoas estão sempre me pedindo para assinar bobagens. Se alguém lhe envia um contrato explorador, é lícito devolver uma contraoferta já assinada – e esse alguém aceitará se realmente tiver a intenção de contratá-lo. Se o contratante em potencial insistir num termo de confidencialidade, tenha um modelo já pronto para ser enviado. Toda esta parte de trabalhar sob contrato baseia-se naquela questão de ser pago.

Se você não for pago, o trabalho evidentemente não é um trabalho sob contrato e dependendo do país é possível que você ainda retenha direitos autorais. No Brasil, exercer ou explorar abusivamente direitos de propriedade intelectual é infração à ordem econômica. Outra verbiagem do tipo é insistir que somente algum juízo distante tem jurisdição para dirimir controvérsias em relação ao contrato. Na praxe americana, se alguém na Dacota do Norte não pagar o saldo em aberto, você normalmente espera tratar com o seu Juízo da Comarca para obter reparação. No Brasil a coisa é diferente.
Esta manobra por posição nos contratos é denominada de a Batalha dos Formulários. Muitos clientes são advogados, entendem ofertas de relance, e as assinam. As pessoas que não aprovam ofertas simples, não as assinam – e simplificam bastante a vida do tradutor. Deixe que os seus concorrentes se relacionem com os maus clientes.

Os sebos vendem livros falados sobre assuntos como direito dos contratos. Muitas dessas gravações são preparadas para ajudar alunos de direito a passarem nos exames da ordem, mas elas são bastante úteis para tradutores e intérpretes, interessados em sobreviver no mundo dos negócios como profissionais autônomos ou tradutores comerciais. Nada aqui contido deverá ser interpretado como sendo um aconselhamento jurídico, já que não sou advogado, e, consequentemente, não inscrito na Ordem dos Advogados. Contudo, os tradutores estão autorizados a falar sobre o significado da palavra ou expressão jurídica eventual, e a fazer declarações sobre coisas observadas na prática como intérprete e tradutor profissional. Tudo aqui contido foi feito com a expectativa de que possa ser útil aos interessados. Queria ter eu sabido dessas coisas, quando iniciei na carreira de profissional liberal.

As pessoas com má dicção e uma gramática sofrível, acreditam poder competir com profissionais competentes, assinando qualquer coisa que lhes seja apresentada. Contudo, existem predadores dispostos a se aproveitar de estrangeiros vulneráveis sem lhes pagar um centavo por seu trabalho. Nenhum contrato ou desejo ilusório substitui a falta de aptidão. Recomendo aos iniciantes que façam provas de tradução nas associações de classe e terminem o ensino superior.
– Localização uma colaboração de Jonas Teixeira, http://www.jonastradutor.com

Necessitando da tradução de um contrato, procure uma cotação com amostra de alguém que entende do assunto, com legitimidade para oficializar o produto no Brasil ou nos EUA.

Não perca o meu livro explicativo da crise de 1929 e depressão dos anos 30. Compre em formato Kindle (app gratuito) da Amazon pelo preço de uma caneca artesanal.

e274f-aleiseca0619