Envenenamentos proibicionistas surpreendem


cm10out1928

Correio da Manhã RJ

No Brasil não era segredo que a lei seca americana existia para aumentar o consumo de glucose e levedo. Ambas indústrias tomaram vulto econômico durante a Grande guerra travada entre a Alemanha e Turquia versus a França e o Reino Unido–isso por causa dos submarinos alemães. Ninguém entendia disso melhor do que os brasileiros–que exportavam o açúcar–e Herbert Hoover que transportava alimentos para a Europa durante a Grande Guerra.

Mas a crendice do misticismo também corria solto entre os exportadores de açúcar–no Brasil, Barbados, Cuba, Haiti–que temiam um arrocho na sobretaxa de importação americana. O governo americano envenenava o álcool com metanol de modo a cegar ou matar quem bebesse sem pagar propina ou impostos. A mídia brasileira fingia acreditar que teria sido a má qualidade da bebida artesanal que matava e cegava os americanos. Sem dúvida com o açúcar brasileiro o resultado seria diferente. Mas seria?

Na verdade, a fé cega abolia os direitos individuais, e quem não possui direitos ou é escravo ou senão presunto. Naquela época não havia partido libertário nem liberal no país. Os democratas eram dominados pelo ku-klux klã, fanáticos proibicionistas que acendiam cruzes em nome de Deus e linchavam os negros. Já os republicanos obedeciam a um fanatismo de crentes que nutria ódio pelos estrangeiros e judeus, mas que faturava com os confiscos, a propina, e os dividendos–sobre os quais não incidia imposto de renda–e o aumento de consumo da glucose e açúcar de milho, do levedo–e da morfina.

LEAGUEmorphine1931

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s