Quanto mais armas, menos homicídios

O Proibicionismo Mata

Homicídios per capita em Nova York

Economistas como Paul Krugman que ganham o prêmio Nobel entendem algo de estatística. No gráfico, o número de homicídios em Nova York desde 1900, quando qualquer um comprava um revolver da Sears por cinco dólares.

As mortes aumentaram durante a cobrança da lei seca entre 1919 e 1934, quando o fanatismo religioso fez da cerveja um crime com pena de reclusão–ou pena de morte para quem tentasse fugir.

Essa ditadura abstemiosa só acabou quando o presidente Hoover se valeu do confisco de bens para cobrar cumprimento da lei seca. A manobra destruiu completamente a economia do país e resultou nas derrotas do partido republicano de 1932 até 1952.

O segundo aumento nos homicídios que aparece no gráfico veio na esteira do assassinato do Kennedy. Nixon cobrou o proibicionismo ríspido de cânhamo, cogumelos, cactos, chacrona, mariri, LSD. Enfim, tudo o que competia com a destilação enaltecida no poder era proibido. Isso foi sequela da corrupção cartelizada pela lei seca anterior, os políticos corruptos agora controlados pelos destiladores legalizados tratavam de proibir a concorrência em regime neo-muçulmano.

Os assassinatos diminuiram depois de outro colapso econômico. O George Waffen Bush se valeu do confisco de bens para cobrar cumprimento das novas leis proibicionistas lançadas na época de Nixon. Isso destruiu a economia americana. A lição ficou clara e os estados americanos agora revogam as leis proibicionistas e legalizam produtos inofensivos que competem para reduzir o consumo da bebida e o tabagismo.

O governo americano exportou o proibicionismo fanático para outros países mediante grampos telefônicos e da internet. Com isso recuperou dinheiro apostando na desvalorização das bolsas e moedas dos países iludidos pelas leis de confisco de bens. Afinal, o comunismo soviético nada mais era do que um regime de confiscos. Funcionou?

Hoje os lugares que mais importam fanáticos religiosos e proíbem o porte pacífico de armas têm as ruas ensanguentadas. Já em Nova York, onde a Segunda Emenda e o Supremo facilitaram o porte de armas pelo cidadão, a taxa de homicídio cai ao passo que o fanatismo é cerceado e o cidadão se torna dono do nariz.

Ficou claro esse retrato? Você gostaria de poder votar pelo Partido Libertário? Não  pode, pelo menos não sem se mudar para o Primeiro Mundo. Mas se quiser se valer de um tradutor libertário e orwelliano procure no Speakwrite.

p.s. Agradecimentos à revista Reason Magazine por me chamar a atenção ao tuíte do Krugman.

 

O partido proibido

Todo governo, independente da ideologia, é um monopólio sobre a coação armada. Isso é ponto pacífico. Polêmico é saber para que serviria uma coisa dessas. É aí que entram os partidos. Todos eles imaginam que o governo serve para defender os direitos da pessoa humana, mas não sabem explicar o que é um direito. Todos concordam que o assaltante que tomou seu dinheiro e o ladrão que arrombou a sua casa são criminosos que ameaçam a sua liberdade pessoal e econômica. Isso já é um começo.

Mas o que é a liberdade afinal? A minha professora de ética, Tara Smith, afirma que a liberdade é a ausência da coação. E os direitos? Ela ensina que todo direito é uma reivindicação bioética à liberdade de agir sem coagir. Bioética significa moral. Significa que a pedra de toque, isto é, o padrão de valores para discriminar entre o bem e o mal, é a vida e felicidade da pessoa individual. Quem dá valor à vida humana há de reconhecer o código de ética individualista que ela preconiza. Mas outros filósofos e partidos defendem outros códigos.

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Para classificar os partidos basta examinar duas utilizações da força coercitiva: uns querem coagir a sua vida particular, outros querem interferir na sua vida econômica. Existem ainda aqueles que não querem que você tenha nenhuma liberdade, seja pessoal ou econômica. As ditaduras comunistas e nacional socialistas exemplificam esse tipo de governo partidário. Estes governos dão valor ao altruísmo e à coletividade, e não à pessoa humana individual. Seus partidos se sentem ameaçados pela ideia da liberdade, onde as opções não são planejadas, e sim, espontâneas, e valorizam o sacrifício, onde a pessoa morre.  Os governos que resultam estão ficando cada vez mais raros, mas ainda exercem muita influência política com seu voto e pelo fato de muitas pessoas ainda acharem que o altruísmo é boa coisa.

Muitos partidários se sentem divididos por causa das guerras, hecatombes, fome, inanição e campos de escravatura e extermínio que sempre caracterizam os governos altruístas e coletivistas íntegros. Querem dividir a liberdade e pisar só naqueles direitos que acham menos atrativos. O socialista religioso, por exemplo, acredita que o governo deveria controlar tudo que o cidadão come, bebe e fuma, como se veste, e o que é permitido ler ou assistir. Tudo isso é por uma questão de altruísmo, para protegê-lo contra os abusos da liberdade pessoal. Com menos entusiasmo este partidário admite que o governo deveria ser dono de muitas indústrias, cobrar impostos e regulamentar o comércio, mas com menos afã ou avidez, pois acredita em uma dose de liberdade econômica por uma questão prática. Este quer menos liberdade pessoal e mais liberdade econômica.

O socialista leigo também concorda em dividir a liberdade, mas discorda das proporções. Este não quer que o governo se meta na sua vida pessoal. Quer ser dono do nariz, escolher o seu consumo e com quem namora, e não é tão chegado na censura. Mas faz questão de governo regulamentar com rispidez toda a atividade econômica. O trabalhador tem que ser sindicalizado, e as indústrias que o governo não possui ele deve controlar e regulamentar nos seus pormenores. Tudo, é claro, por uma questão de altruísmo, para proteger o cidadão contra os abusos da liberdade econômica. Essas duas categorias de socialista acreditam que só uma parte da liberdade seria valiosa, mas que a outra parte seria algo nocivo e perigoso. Este quer mais liberdade pessoal e menos liberdade econômica.

As ideologias comunista e nacional socialista não admitem essa divisão da liberdade por estarem convictos de que toda a liberdade é perigosa, nociva, uma ameaça ao altruísmo, e que o correto é o governo pegar nos bens alheios quando bem entender.  Para elas é uma questão de integridade. Onde quer que ganhem poder, o resultado é uma ditadura onde as pessoas passam fome e são assaltadas e assassinadas pelo próprio governo.  Para entender porque, estes partidos teriam que duvidar do altruísmo. Para evitar isto, inventam a posteriori que todos aqueles que cometeram esses crimes contra a humanidade foram impostores que enganaram o povo. Nunca um partido totalitário questionou o altruísmo, e todos eles querem menos liberdade pessoal e mais coação sob a rubrica econômica.

Agora suponhamos que você quer ser dono do nariz, escolher o seu próprio consumo e com quem namora, e não é nada chegado na censura. Comparando, você chegou à conclusão de que livre iniciativa é mais prática e os direitos individuais mais importantes do que o altruísmo goela abaixo a mão armada. Você percebe que a liberdade é uma só–aquela situação da qual a coação foi afastada. As duas partes não são mutuamente exclusivas. Com isso você conclui que você quer mais liberdade econômica e pessoal ao mesmo tempo, sem conflito ou incoerência entre os dois componentes. Onde está o seu partido político?

Se este quadro ficou mais relevante do que as papagaiadas unidimensionais e lineares da mídia, imagine onde a sua mensagem poderia se relevante se bem traduzida.

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