Lysander Spooner, Libertário, fascículo 22


trqrcode10O atual governo americano vê os estrangeiros como otários para quem é possível transferir crises econômicas mediante tratados. Assim, o colapso no mercado de títulos provocado pelos confiscos do partido proibicionista do Bush em 2007-8 foi transferido para a oposição e em seguida para o resto do mundo mediante tratados proibicionistas e de confisco anti-lavagem e pró-sujeira. No tempo de Spooner já invadira o México para confiscar o ouro da Califórnia… 

XVI

Sob princípios gerais do direito e da razão, os chamados tratados, que fazem as vezes de serem celebrados com as outras nações, por pessoas que se denominam embaixadores, secretários, presidentes e senadores dos Estados Unidos, em nome e benefício de “o povo dos Estados Unidos”, não são de valia alguma. Estes chamados embaixadores, secretários, presidentes e senadores dos Estados Unidos, que manifestam ser agentes de “o povo dos Estados Unidos”, para fins de celebrar tais tratados, são incapazes de evidenciar qualquer prova visível ou escrita ou constatar de maneira autêntica que a totalidade do “povo dos Estados Unidos”, ou qualquer outra corporação visível, reconhecida e responsável que se denomine como tal, alguma vez autorizou estes pretensos embaixadores ou outros a celebrar tratados em nome de, ou de valia sobre qualquer membro individual de “o povo dos Estados Unidos”, ou que qualquer outra corporação visível, reconhecida e responsável que se denomine por tal, alguma vez autorizou esses pretensos embaixadores, secretários, presidentes e senadores ou outros, a reconhecer, em seu nome ou lugar, quaisquer outras pessoas que se denominem por imperadores, reis, rainhas e afins, como governantes, soberanos, senhores ou representantes legítimos dos vários povos aos quais presumem governar, representar ou sujeitar.

As “nações”, como são chamadas, com as quais os nossos pretensos embaixadores, secretários, presidentes e senadores professam celebrar tratados, são tão míticas quanto a nossa. Nos princípios gerais do direito e da razão, não existem essas tais “nações”. Vale dizer, nem a totalidade do povo da Inglaterra, por exemplo, ou qualquer outra corporação visível, reconhecida e responsável, que por tal se denomine, se organizou alguma vez mediante contrato mútuo, visível, lavrado por escrito e autenticado, para se tornar uma associação ou corporação legítima e de boa fé, nem tampouco autorizou algum rei, rainha ou outro representante a celebrar tratados em seu nome, ou de constrangê-los, individualmente ou como associação, mediante tais tratados.

Os nossos pretensos tratados, sendo assim acertados com nenhuma nação ou representante de nação legítima ou de boa fé, e celebrados, da nossa parte, por pessoas sem nenhuma autoridade legítima de agir em nosso lugar, não têm maior valia intrínseca do que um tratado celebrado com o homem da lua ou o rei dos Plêiades.

Continua esta tradução de http://www.tradutoramericano.com.br…

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