Conservadores e comunistas, unidos


Quem nada entende do programa libertário é assim por vergonha de si mesmo. Imagine se puder um ignorante supersticioso e espalhafatoso explicar que ele é a favor da coação nua e crua pelo estado político. Que defende o estado assaltar o povo e pagar meganhas para aumentar o preço das drogas no mercado negro que tanto favorece os partidos políticos da economia mista? Para se distanciar dos libertários verdadeiros, a declaração honesta seria essa. Mas esse proibicionista se apresenta como se fosse algo diferente dos saqueadores comunistas e socialistas. Para tanto, procura a companhia de comunistas e socialistas travestidos de libertários, moda que remete aos anos 80 quando as pessoas abandonavam o totalitarismo, cujos atletas adotavam disfarces para infiltrar os partidos alheios.

Pra quê acreditar em mim? Veja as palavras do místico que arremeda “liberal”:

O que interessa não é mais um saqueador nacionalsocialista que senta lenha nos demais companheiros socialistas. Afinal, agredir é com eles mesmos. Interessante é o exemplo por ele escolhido para atacar o que as ditaduras odeiam: liberdade. Afinal, Ayn Rand acertou quando afirmou que “se a liberdade tem significado no contexto político, significa estar livre da coação.” Significa não ser assaltado por bandidos armados pelos próprios políticos saqueadores que desarmam a população. Também significa não ser coagido pelos saqueadores eleitos pelas emissoras por eles licenciados, em eleições forçadas, e com cédulas nada verificáveis.

Quem possibilita a farsa no Youtube é o saqueador que infiltra os grupos libertários e proclama que “somos” anarquistas. O golpe funciona assim:

No mundo real, se existe um governo legítimo–que defende os direitos da pessoa humana contra a coação e a fraude–passa a existir um mercado livre justamente pela definição de governo e de liberdade. Os antecedentes são: governo e legítimo. Mercado livre aparece depois, no conseguinte da equação pelo modus ponens dos antigos silogismos da lógica.

Mas a cabala do saque não usa lógica. Acredita que, se a liberdade garantida por governo honesto possibilita um mercado livre, essa causalidade se inverte como se desse para viajar pelo tempo e desembarcar no passado. Imaginam que, no abstrato, o mercado “livre” pode criar do nada uma situação de liberdade — mediante o milagre do anarquismo — pela simples descriminalização de assassinato, assalto, rapto, fraude… enfim, pela abolição do estado de direito que no mundo real é a condição antecedente necessária que possibilita a existência de mercado livre. Para atacar a liberdade basta pixá-la de anarquismo e atacar o boneco-de-palha que resulta desse equívoco.

O argumento socialista-anarquista rema contra a definição de governo — o monopólio sobre a violência definido por Max Weber quando Ayn Rand era uma menininha de doze anos. Monopólio, dizem os saqueadores, requer que a coação seja iniciada contra o povo e bem por isso fere o direito de viver incoacto. Para quem não enxerga a inversão lógica, Ayn Rand sugeriu esse teste: “Pergunte a si mesmo o que é que uma concorrência na restrição forçosa dos homems teria que significar?” É claro que a resposta é guerra, considerada pelos defensores do anarquismo como o estado natural e desejável do que, para eles, seria civilização. Compare isso com a visão pró-liberdade.

Thomas Jefferson, o revolucionário que falava na felicidade das pessoas, escreveu que “para assegurar esses direitos, governos são instituídos entre as pessoas” e ainda fala na legitimização dos governos mediante o consentimento dos governados. Isso, no tempo de Mark Twain, era votação a viva-voz em praça pública a favor ou contra candidatos — votação testemunhada na sua declamação e contagem pelos habitantes da povoação. (Voto secreto, inverificável, foi inventado depois, para facilitar a fraude eleitoral). O importante é reconhecer que um governo pacífico, eleito honestamente e que prende assaltante e assassino é exatamente o que os anarquistas juram que querem abolir.

Mas esse é exatamente o governo que os programas de todos os partidos libertários no mundo querem estabelecer, democratica e constitucionalmente — sem bombas, e sem incêndios. Esse governo libertário não sai matando as pessoas para forçá-los a beber ou fumar aquilo que os sacerdotes da superstição decretam. A limitação não é pelos belos olhos da cerveja ou da erva e sim por dar valor à vida, liberdade e felicidade das pessoas. O místico torturador travestido de liberal é contra essa liberdade pelo fato de ser contra a vida humana aqui na terra. É contra a vida humana da mesma forma que os nacionalsocialistas da Alemanha cristã e os comunistas russos (outra religião), ou mesmo os homens-bomba da atualidade são contra a vida humana.

Se o partido libertário ceder à infiltração pelos proibicionistas assassinos da liberdade, será o suicídio da esperança humana. Nós mudamos as leis como? Granjeando os votos dos cidadãos honestos em favor da nossa proposta. Menos de dois porcento dos votos mudam as leis desde que o programa seja idealista. Não é necessário o candidato ser eleito. O imposto de renda — segunda proposta do manifesto comunista — e o proibicionismo dos fanáticos americanos, ambos infiltraram as leis e constituições de muitos países com menos de dois porcento votando nos seus partidos. A democracia funciona desde que não seja poluída pela infiltração dos amigos do alheio e da coação. No ano em que o partido libertário dos EUA se formou, o governo americano teve que abandonar o alistamento forçado para que nenhum de nós fosse eleito. O que importa são os resultados da integridade, são as leis que revogamos e mudamos no sentido de reduzir a coação da pessoa, seja pelos criminosos ou pelos governos criminosos. –www.libertariantranslator.com

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