Lei Seca: esquadrões da morte


A cobrança do proibicionismo pelo Partido Republicano americano mediante assassinato de pessoas inocentes já era jornal velho em 1929.  
O afundamento da escuna I’m Alone

cm28mar1929

Correio da Manhã, RJ

O interceptor Walcott da guarda costeira americana perseguia uma escuna de dois mastros e bandeira canadense – a I’m Alone – no golfo do México a mais de uma hora de cruzeiro de Louisiana. O comandante, John Randall, condecorado com a Croix de Guerre françesa por uma escaramuça com um submarino alemão, não ia prestar contas à guarda costeira americana em alto mar. Dando reforço ao Walcott veio o Dexter, que – em 22 de março – atacou e afundou a embarcação, matando um tripulante francês no centro do Golfo do México após uma perseguição de 24 horas.

O Canadá, embora aderente a um tratado de contrabando de bebida com os EUA, não via com bons olhos o bombardeio de embarcações de bandeira britânica, sobretudo no alto mar.   Jamais a guarda costeira se atrevera a por a pique um navio estrangeiro – e de bandeira dos aliados comandada por herói de guerra, era impensável. O primeiro-ministro canadense, William Mackenzie King, fora abordado acerca de negociações do tratado de contrabando no começo de janeiro, mas King, ansioso sobre a possível tendência das tarifas sob o novo governo Hoover, decidiu guardar na manga eventuais negociações como moeda de troca para influenciar nas sobretaxas alfandegárias americanas.

Os partidos Republicano e Democrata em 1929 ainda usavam o Combate às Bebidas como pretexto para assassinatos no estilo maometano para agradar ao Partido da Proibição. Na época não havia um só partido que dedicado a revogação da lei seca. Os comunistas e socialistas ficavam em cima do muro com a covardia que é de se esperar de parasitas oportunistas. Hoje as coisas estão bem diferentes. O proibicionismo está cedendo espaço para propostas e leis que defendem os direitos individuais da pessoa humana–de posse e porte de armas e de comer e beber o que bem entendermos.

Baseado num capítulo de Proibição e o Crash por J Henry Phillips, que em breve estará disponível em português

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